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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Censo 2010 - resultados

Distribuição da população no Rio de Janeiro - IBGE
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O Censo 2010, divulgado no dia 28 de novembro, revelou dados curiosos sobre o Rio, como as cidades com mais homens e mais mulheres. O site do GLOBO montou uma lista com os municípios que integram o top 5 em cada categoria.
Municípios mais populosos do Estado:
1 - Rio de Janeiro (6.323.037 habitantes)
2 - São Gonçalo (999.901 habitantes)
3 - Duque de Caxias (855.046 habitantes)
4 - Nova Iguaçu (795.212 habitantes)
5 - Niterói (487.327 habitantes)
Municípios menos populosos do Estado:
1 - Macuco (5.269 habitantes)
2 - São José de Ubá (7.003 habitantes)
3 - Laje do Muriaé (7.491 habitantes)
4 - Comendador Levy Gasparian (8.183 habitantes)
5 - Rio das Flores (8.545 habitantes)
Municípios do Estado com maior percentual de homens:
1- Sumidouro (51,32%)
2- Trajano de Moraes (51,16%)
3- Santa Maria Madalena (51,11%)
4- Carapebus (50,88%)
5- Silva Jardim (50,61%)
Municípios do Estado com maior percentual de mulheres:
1- Niterói (53,69%)
2- Nilópolis (53,19%)
3- Rio de Janeiro (53,17%)
4- Mesquita (52,63%)
5- São João de Meriti (52,46%)
Municípios do Estado com maior percentual de população rural:
1 - Sumidouro (63,42%)
2 - São José de Ubá (55,76%)
3 - São José do Vale do Rio Preto (55,54%)
4- Trajano de Moraes (53,55%)
5 - São Francisco de Itabapoana (49,01%)
Fonte: jornal O GLOBO

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O seu, o meu, o nosso...JEANS!


Jeans, o tecido universal
O jeans foi criado por um alemão com material francês e tintura indiana.
por Rafael Tonon
Se a humanidade teve um uniforme no século 20, foi o jeans. Fica difícil imaginar um país ou uma ocasião em que ele não seja encontrado. Serve para todas as idades e foi a primeira vestimenta usada por homens e mulheres. Esse caráter universal está no próprio DNA da peça: com base em uma ideia de um alfaiate americano, um comerciante alemão criou o jeans como uma variação de um tecido francês, muito usado por marinheiros genoveses. E a cor azul característica veio do índigo, uma tintura desenvolvida na Índia.

Essa história começou em 1847, quando o jovem germânico Oscar Levi Strauss (1829-1902) abriu uma loja de secos e molhados em São Francisco, na Califórnia, bem no auge da mineração no Velho Oeste norte-americano. Ainda sem falar direito o inglês, ele começou a vender rolos de lona, usados para erguer tendas ou cobrir carroças. Um de seus compradores era o costureiro Jacob David Youphes. O americano adaptou o tecido para fazer calças, e os mineradores adoraram a novidade. Agora eles tinham roupas bem mais resistentes que suas peças de algodão, que rasgavam com facilidade. Ao saber dessa demanda, Levi Strauss contratou Youphes e começou a fabricar calças de lona.

Mas o tecido era duro demais. As peças ficavam em pé sozinhas. Foi então que, pesquisando materiais, Strauss encontrou um tipo de brim francês, também resistente, mas flexível. E começou a fazer importações da cidade de Nîmes - motivo pelo qual esse brim passou a ser chamado de denim. Essa peça chegava ao fabricante com algumas variações de cor, entre o branco e o bege, o que atrapalhava na hora de combinar as tonalidades para costurar. Então o alemão resolveu tingir o tecido com índigo.

Pouco depois, Strauss percebeu que os mineradores precisavam de bolsos para guardar as pedras que encontravam. Em 1872, ele patenteou o produto. Não demorou muito para o garimpeiro Alkali Ike reforçar os seus com rebites de metal. E assim, com esse toque final de criatividade, estava pronta a calça jeans como a conhecemos. Nas décadas seguintes, ela conquistaria os mais diversos públicos, até atravessar todas as fronteiras do planeta.

Mil e uma utilidades
Ao longo de sua história, a roupa de mineradores mostrou-se versátil

Lona de barraca
Em 1850, o alemão Levi Strauss chegou à Califórnia com tecido para fazer barracas para os mineradores. Três anos depois, o alfaiate Jacob Youphes percebeu que o material funcionava muito bem como roupa.

Farda de guerra
Em 1916, Henry David Lee (1849-1928), que havia fundado sua empresa de calças em 1899, criou fardas jeans usadas pelo Exército americano na Primeira Guerra Mundial.

Roupa de fábrica
Na década de 20, o tecido passou a ser usado por operários. Em 1936, o hábito foi parar nos cinemas com o filme Tempos Modernos, em que Charles Chaplin (1889-1977) aparecia usando uniforme feito de jeans.

Uniforme de rebeldia
Nos anos 50, Elvis Presley (1935-1977), Marlon Brando (1924-2004), Marilyn Monroe (1926-1962) e James Dean (1931-1955) adotaram o tecido. "Foi quando o mercado se voltou para os desejos dos jovens", diz a consultora de moda Lu Catoira, autora do livro Jeans, a Roupa que Transcende a Moda.

Objeto de desejo
Nos anos 70 e 80, o jeans só não era vendido nos países dominados pela União Soviética. Do lado de lá da Cortina de Ferro, bandas de rock protestavam usando calças contrabandeadas.
Fonte:Revista Aventuras no História

domingo, 31 de outubro de 2010

Dilma - "a mulher mais poderosa do mundo"


A foto acima não ilustrou a reportagem do jornal britânico Independent, que reproduzo abaixo, publicado antes do primeiro turno e traduzido pela Katarina Peixoto para a Carta Maior:
Hugh O’Shaughnessy – The Independent
A mulher mais poderosa do mundo começará a andar com as próprias pernas no próximo fim de semana. Forte e vigorosa aos 63 anos, essa ex-líder da resistência a uma ditadura militar (que a torturou) se prepara para conquistar o seu lugar como Presidente do Brasil.
Como chefe de estado, a Presidente Dilma Rousseff seria mais poderosa que a Chanceler da Alemanha, Angela Merkel e que a Secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton: seu país enorme de 200 milhões de pessoas está comemorando seu novo tesouro petrolífero. A taxa de crescimento do Brasil, rivalizando com a China, é algo que a Europa e Washington podem apenas invejar.
Sua ampla vitória prevista para a próxima eleição presidencial será comemorada com encantamento por milhões. Marca a demolição final do “estado de segurança nacional”, um arranjo que os governos conservadores, nos EUA e na Europa já tomaram como seu melhor artifício para limitar a democracia e a reforma. Ele sustenta um status quo corrompido que mantém a imensa maioria na pobreza na América Latina, enquanto favorece seus amigos ricos.
A senhora Rousseff, filha de um imigrante búlgaro no Brasil e de sua esposa, professora primária, foi beneficiada por ser, de fato, a primeira ministra do imensamente popular Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-líder sindical. Mas com uma história de determinação e sucesso (que inclui ter se curado de um câncer linfático), essa companheira, mãe e avó será mulher por si mesma. As pesquisas mostram que ela construiu uma posição inexpugnável – de mais de 50%, comparado com menos de 30% – sobre o seu rival mais próximo, homem enfadonho de centro, chamado José Serra. Há pouca dúvida de que ela estará instalada no Palácio Presidencial Alvorada de Brasília, em janeiro.
Assim como o Presidente Jose Mujica do Uruguai, vizinho do Brasil, a senhora Rousseff não se constrange com um passado numa guerrilha urbana, que incluiu o combate a generais e um tempo na cadeia como prisioneira política.
Quando menina, na provinciana cidade de Belo Horizonte, ela diz que sonhava respectivamente em se tornar bailarina, bombeira e uma artista de trapézio. As freiras de sua escola levavam suas turmas para as áreas pobres para mostrá-las a grande desigualdade entre a minoria de classe média e a vasta maioria de pobres. Ela lembra que quando um menino pobre de olhos tristes chegou à porta da casa de sua família ela rasgou uma nota de dinheiro pela metade e dividiu com ele, sem saber que metade de uma nota não tinha valor.
Seu pai, Pedro, morreu quando ela tinha 14 anos, mas a essas alturas ele já tinha apresentado a Dilma os romances de Zola e Dostoiévski. Depois disso, ela e seus irmãos tiveram de batalhar duro com sua mãe para alcançar seus objetivos. Aos 16 anos ela estava na POLOP (Política Operária), um grupo organizado por fora do tradicional Partido Comunista Brasileiro que buscava trazer o socialismo para quem pouco sabia a seu respeito.
Os generais tomaram o poder em 1964 e instauraram um reino de terror para defender o que chamavam “segurança nacional”. Ela se juntou aos grupos radicais secretos que não viam nada de errado em pegar em armas para combater um regime militar ilegítimo. Além de agradarem aos ricos e esmagar sindicatos e classes baixas, os generais censuraram a imprensa, proibindo editores de deixarem espaços vazios nos jornais para mostrar onde as notícias tinham sido suprimidas.
A senhora Rousseff terminou na clandestina VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Nos anos 60 e 70, os membros dessas organizações sequestravam diplomatas estrangeiros para resgatar prisioneiros: um embaixador dos EUA foi trocado por uma dúzia de prisioneiros políticos; um embaixador alemão foi trocado por 40 militantes; um representante suíço, trocado por 70. Eles também balearam torturadores especialistas estrangeiros enviados para treinar os esquadrões da morte dos generais. Embora diga que nunca usou armas, ela chegou a ser capturada e torturada pela polícia secreta na equivalente brasileira de Abu Ghraib, o presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela recebeu uma sentença de 25 meses por “subversão” e foi libertada depois de três anos. Hoje ela confessa abertamente ter “querido mudar o mundo”.
Em 1973 ela se mudou para o próspero estado do sul, o Rio Grande do Sul, onde seu segundo marido, um advogado, estava terminando de cumprir sua pena como prisioneiro político (seu primeiro casamento com um jovem militante de esquerda, Claudio Galeno, não sobreviveu às tensões de duas pessoas na correria, em cidades diferentes). Ela voltou à universidade, começou a trabalhar para o governo do estado em 1975, e teve uma filha, Paula.
Em 1986 ela foi nomeada secretária de finanças da cidade de Porto Alegre, a capital do estado, onde seus talentos políticos começaram a florescer. Os anos 1990 foram anos de bons ventos para ela. Em 1993 ela foi nomeada secretária de minas e energia do estado, e impulsionou amplamente o aumento da produção de energia, assegurando que o estado enfrentasse o racionamento de energia de que o resto do país padeceu.
Ela fez mil quilômetros de novas linhas de energia elétrica, novas barragens e estações de energia térmica construídas, enquanto persuadia os cidadãos a desligarem as luzes sempre que pudessem. Sua estrela política começou a brilhar muito. Mas em 1994, depois de 24 anos juntos, ela se separou do Senhor Araújo, aparentemente de maneira amigável. Ao mesmo tempo ela se voltou à vida acadêmica e política, mas sua tentativa de concluir o doutorado em ciências sociais fracassou em 1998.
Em 2000 ela adquiriu seu espaço com Lula e seu Partido dos Trabalhadores, que se volta sucessivamente para a combinação de crescimento econômico com o ataque à pobreza. Os dois se deram bem imediatamente e ela se tornou sua primeira ministra de energia em 2003. Dois anos depois ele a tornou chefe da casa civil e desde então passou a apostar nela para a sua sucessão. Ela estava ao lado de Lula quando o Brasil encontrou uma vasta camada de petróleo, ajudando o líder que muitos da mídia européia e estadunidense denunciaram uma década atrás como um militante da extrema esquerda a retirar 24 milhões de brasileiros da pobreza. Lula estava com ela em abril do ano passado quando foi diagnosticada com um câncer linfático, uma condição declarada sob controle há um ano. Denúncias recentes de irregularidades financeiras entre membros de sua equipe quando estava no governo não parecem ter abalado a popularidade da candidata.
A Senhora Rousseff provavelmente convidará o Presidente Mujica do Uruguai para sua posse no Ano Novo. O Presidente Evo Morales, da Bolívia, o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela e o Presidente Lugo, do Paraguai – outros líderes bem sucedidos da América do Sul que, como ela, têm sofrido ataques de campanhas impiedosas de degradação na mídia ocidental – certamente também estarão lá. Será uma celebração da decência política – e do feminismo.
Tradução: Katarina Peixoto

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A História do Horário de Verão

Começa no dia 17 de outubro de 2010  e termina em 20 de fevereiro de 2011, o horário de  verão brasileiro. Mas quando começou essa prática no Brasil? Só os brasileiros mudam seus relógios? 
A História
O horário de verão foi cogitado pela primeira vez em 1784, por Benjamin Franklin, um dos homens mais influentes da história política e científica dos Estados Unidos. Partindo da observação de que, durante parte do ano, nos meses de verão, o sol nascia antes que a maioria das pessoas se levantasse, ele concluiu que, se os relógios fossem adiantados, a luz do dia poderia ser mais bem aproveitada.
A idéia, na época, não chegou a sair do papel. Em 1907, na Inglaterra, um construtor chamado William Willett, membro da Sociedade Astronômica Real, deu início a uma campanha que propunha alterar os relógios no verão para reduzir o que classificava de "desperdício de luz diurna". Willett morreu em 1915, um ano antes de a Alemanha adotar sua tese e se tornar o primeiro país no mundo a implantar o horário de verão.
Já no Brasil, a história do horário de verão teve início na década de 30, pelas mãos do então presidente Getúlio Vargas: sua versão de estréia durou quase meio ano, vigorando de 3 de outubro de 1931 até 31 de março de 1932. Depois de 18 anos sem sua instituição, o horário de verão foi novamente adotado devido à queda do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas, por volta de 1985/86. Após esse período, o horário de verão passou a ocorrer em todos os anos.
Como funciona
Todo ano, durante a primavera e o verão, os brasileiros das regiões sul, sudeste e centro-oeste precisam adiantar 1 hora os relógios.
É o horário de verão, cujo objetivo principal é promover economia de energia elétrica através do aproveitamento da luz natural dos dias mais longos nesta época do ano.
A medida é mais eficiente nas regiões distantes da linha do equador, porque nestas regiões os dias se tornam mais longos, e as noites, mais curtas.
Já nas regiões próximas à linha do equador, os dias e as noites têm duração igual ao longo do ano, e a implantação do horário de verão nesses locais traz muito pouco ou nenhum proveito.
Dessa maneira, no Brasil, o horário de verão acontece apenas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Norte e Nordeste a medida não é aplicada.
Fonte consultada:http://empresasefinancas

sábado, 18 de setembro de 2010

22 de setembro - dia mundial "Sem Carro"


O que é?
O Dia Mundial Sem Carro é um movimento que começou em algumas cidades da Europa nos últimos anos do século 20, e desde então vem se espalhando pelo mundo, ganhando a cada edição mais adesões nos cinco continentes. Trata-se de um manifesto/reflexão sobre os gigantescos problemas causados pelo uso intenso de automóveis como forma de deslocamento, sobretudo nos grandes centros urbanos, e um convite ao uso de meios de transporte sustentáveis - entre os quais se destaca a bicicleta.
Muitas pessoas têm adotado a bicicleta como meio de transporte.  É um meio de transporte sustentável e barato. Também o rodízio de carros é uma excelente forma de diminuir a poluição atmosférica e os engarrafamentos das grandes cidades.
É crescente, no Brasil, a adesão ao Dia Mundial Sem Carro, com campanhas e fechamento de ruas para uso exclusivo de pedestres.
Então...no dia 22 de setembro, deixe seu carro na garagem. Vá de ônibus, trem ou metrô, a pé ou de bicicleta, ou incentive a carona solidária. Colabore!

sábado, 4 de setembro de 2010

HQs africanas

Suka Epoque, do Congo
Todos nós conhecemos as HQs que tem como cenário a África, mas não sabemos quase nada do que se publica por lá. O continente é composto por 52 países - de etnias, culturas e religiões diversas -, e na maioria das vezes, as informações e imagens dos quadrinhos nos chegam através do exótico, da informação estereotipada e preconceituosa, seja do ponto de vista europeu, americano, asiático e até mesmo brasileiro. Nas histórias de aventuras de HQ, a África é mostrada como um lugar misterioso, sem fronteiras definidas, onírico, mítico, legendário, romântico, mas também paupérrimo, primitivo e sem cultura.
O uso de imagens sequenciais gravadas também está presente na antiguidade africana através do registro feito pelos caçadores que expunham os seus feitos nos muros de suas casas com desenhos de animais abatidos. Em algumas culturas negras, o trono dos reis, os templos e locais sagrados eram decorados com figuras e desenhos que contavam em imagens as sucessivas façanhas e histórias de sua gente. Sem falar do Egito, com uma história de 3200 anos e a Tunísia, cuja antiga capital Cartago, foi fundada pelos fenícios em 814 a.C. Ambos o berço das imagens sequenciais. 

HQ - Namíbia
Um novo contexto

Hoje a produção de HQ em muitos países é uma realidade, mas o caminho percorrido foi longo e esteve em função de iniciativas de muitas organizações, associações, exibições e festivais. Esta produção da África negra reflete a tradição oral e as HQs podem ser encaradas como um ponto de articulação entre a oralidade e a escrita, a tradição e a modernidade, e está calcada em três tipos de categorias: revistas ou álbuns de quadrinhos produzidos por europeus; coproduções entre europeus e africanos e, a terceira, de africanos propriamente ditos. As HQs estão também nos jornais diários, que permitiram em primeira instância aos quadrinhos florescerem e se abrirem ao grande público. Em geral, entre os temas abordados estão à crítica social e política de forma bem aberta, revelando liberdade de pensamento de seus autores às duras custas dentro dos regimes totalitários e censura da imprensa. Estas conquistas devem-se, principalmente, à atuação das associações de quadrinhos formadas em toda África. Desta forma, a África de Tarzan, do Fantasma e de tantos outros heróis que tinham o continente negro idealizado ou imaginado como cenário muitas vezes preconceituoso, parece bem distante neste novo contexto. Ela foi boa enquanto durou como aventura escapista, fosse pelos duros golpes sofridos na década de 1930 pela população mundial depois da quebra da Bolsa de Nova York ou por puro entretenimento. 
Goorgoorlou, muito popular no Senegal
 Gostou? Quer saber mais? Acesse:http://racabrasil.uol.com.br

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Universidade dos EUA coloca jogo 'Starctaft' como disciplina

Game de estratégia faz parte de curso complementar on-line.
Jogo 'Portal' também foi adicionado em faculdade.
Game "Portal" é obra a ser "estudada".
O game de estratégia “Starcraft II: wings of liberty” está sendo usado para ensinar gerenciamento de recursos empresariais em um novo curso da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. O curso é aberto apenas para ex-alunos e para quem já possui alguma familiaridade com o primeiro jogo, lançado em 1998 ou com o segundo, lançado em julho passado.
A ideia é da futura PhD Nate Poling, que vendeu a ideia para o seu departamento na Universidade. Assim, a matéria “Habilidades do Século 21 em Starcraft” será oferecida como complemento on-line para os estudantes no próximo semestre.
"Starcraft” já foi incluído como matéria em outras universidades. A Universidade de Berkley, no estado da Califórnia, criou um curso que usava competições do game para ensinar gerenciamento de recursos. Tanto em Berkley quando na Flórida, os cursos são voltados para pessoas que administram negócios, fábricas e hospitais, que devem usar diferentes habilidades e lidar com suas fraquezas para conseguir ter sucesso, cálculos que fazem parte da estratégia em “Starcraft”.
“Um estudante que tem uma educação normal, faz um MBA e entra no mundo dos negócios pode perceber que ele conseguiu aprender algo no seu curso de ‘Starcraft’ além do que estava nos livros”, afirma Poling. “Ao sintetizar o game com um programa de MBA, o estudante ganha experiência na atividade que ele irá exercer”.
Game como obra essencial
Ainda nos Estados Unidos, na Universidade de Wabash, em Indiana, os alunos devem “estudar” o game “Portal” para poder completar seu curso. O jogo de quebra-cabeça em primeira pessoa, que exige abrir uma série de portais para resolver problemas faz parte da lista de obras a serem lidas ou estudadas.
De acordo com o site Mashable, o jogo fará parte de uma disciplina obrigatória chamada de “Questões Permanentes”, que abordará “questões fundamentais da humanidade”. O professor que criou a disciplina, Michael Abbott, disse que a inspiração para a criação da matéria acadêmica veio de um artigo que compara “Portal” com um estudo sociológico.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O CENSO JÁ COMEÇOU!

Em 2010, o IBGE realizará o XII Censo Demográfico, que se constituirá no grande retrato em extensão e profundidade da população brasileira e das suas características sócio-econômicas e, ao mesmo tempo, na base sobre a qual deverá se assentar todo o planejamento público e privado da próxima década.
O Censo 2010 será um retrato de corpo inteiro do país com o perfil da população e as características de seus domicílios, ou seja, ele nos dirá como somos, onde estamos e como vivemos.
O CENSO TEM HISTÓRIA
A palavra Censo vem do latim "census", que quer dizer "conjunto dos dados estatísticos dos habitantes de uma cidade, província, estado, nação etc".
Como você pode imaginar, o Censo é uma coisa que já era feita na Antigüidade. Pelo que se tem notícia, o Censo mais antigo é o da China. Em 2238 a.C., o imperador Yao mandou realizar um censo da população e das lavouras cultivadas.
No Oriente, os mais antigos são os hebraicos e o Censo de Israel no tempo de Moisés (cerca de 1700 a.C.). Os egípcios realizavam censos anualmente no século XVI a.C. E os romanos e os gregos já realizavam censos por volta do século VIII a IV a.C. Em 578-534 a.C., o imperador Servo Túlio mandou realizar um censo de população e riqueza que serviu para estabelecer o recrutamento para o exército, para o exercício dos direitos políticos e para o pagamento de impostos. Os romanos fizeram 72 censos entre 555 a.C. e 72 d.C.
Naquela época, o objetivo mais importante do Censo era saber o número de pessoas disponíveis para fazer a guerra e cobrar impostos. A punição para quem não respondia geralmente era a morte!
A Bíblia conta que São José e a virgem Maria saíram de Nazaré, na Galiléia, para Belém, na Judéia, para responder ao censo ordenado por César Augusto (as pessoas tinham que ser entrevistadas no local de sua origem). Foi enquanto estavam na cidade que Jesus nasceu.
Na Idade Média, na Europa, houve diversos recenseamentos: na Península Ibérica durante a dominação muçulmana nos séculos VII a XV; no reinado de Carlos Magno (712-814); e ainda o Doomaday Book, que é o maior registro estatístico feito na época, na Inglaterra, por ordem de Guilherme, o Conquistador. Também foram feitos recenseamentos nas repúblicas italianas do século XII ao XIII.
Nas Américas, muito antes de Cristóvão Colombo, os Incas já mantinham um registro numérico de dados de população em "quipus", um engenhoso sistema de cordas com nós que representavam números no sistema decimal!
Como você pode ver, desde épocas remotas os governos se preocupam em realizar Censos.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Saiba mais sobre o caso da iraniana condenada à morte por apedrejamento

O caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, de 43 anos, chama a atenção mundial para a situação das mulheres no Irã. Ele ganhou repercussão nos últimos dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudar de ideia e pedir para que as autoridades iranianas permitam que ela obtenha asilo no Brasil.
Sakineh foi acusada em maio de 2006 por ter “relações ilícitas” com dois homens após a morte de seu marido, que foi supostamente assassinado. Ela recebeu 99 chibatadas como condenação.
No julgamento da morte do marido, o principal suspeito acusou a iraniana de ter tido um caso extraconjugal enquanto seu marido ainda estava vivo – o que é um crime grave no Irã. Sakineh confessou o adultério, mas depois voltou atrás.
O artigo 71 do código penal iraniano, de 1983, lista como pena para o adultério a morte, que pode ser por apedrejamento. O adultério pode ser provado por testemunhas da seguinte maneira: “quatro homens justos ou três homens justos e duas mulheres justas”. Ou seja, se forem quatro testemunhas do sexo masculino, pode haver prova, mas se uma for do sexo feminino, então é necessário mais um depoimento ao menos.
Sakineh está atualmente no corredor da morte da prisão de Tabriz, no noroeste do Irã. O caso dela se tornou um símbolo porque seus dois filhos, Faride e Sajjad Mohammadi e Ashtiani, se engajaram em uma campanha internacional para libertar a mãe.
Oficiais da prisão de Tabriz chegaram a pedir ao Judiciário do Irã que permita trocar a morte por apedrejamento para o enforcamento. A primeira condenação é considerada “medieval” por muitos países, pois a mulher é enterrada e tem apenas a cabeça livre. Então as pessoas jogam pedras, não muito grandes para que a vítima não morra rápido e seu sofrimento seja prolongado.
Em 10 de julho, o chefe do Conselho de Direitos Humanos do Irã disse que o caso iria ser revisto, mas voltou a afirmar que o código do país permite condenação por apedrejamento.
Um dos filhos de Sakineh, Sajjad, publicou que em 14 de julho foi convocado a Tabriz para responder a um interrogatório levado por membros do Ministério da Inteligência do Irã sobre as entrevistas que deu sobre o caso.
Ele afirmou ao jornal britânico The Guardian que está pronto a vir ao Brasil com sua mãe e família se as autoridades iranianas permitirem. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã informou que Lula é emotivo e fez as declarações sobre o caso com falta de informação.

domingo, 15 de agosto de 2010

2010 PROMETE SER O ANO MAIS QUENTE DA HISTÓRIA

 São Paulo - Desde meados do século 19, quando as medições de temperatura começaram a ser feitas, os maiores registros aconteceram no primeiro semestre de 2010. De acordo com dados da Organização Meteorólogica Mundial (OMM), este promete ser o ano mais quente da história.

A alta recorde foi registrada no Paquistão, no dia 26 de maio: 53,5ºC. Na Rússia, a onda de calor sem precedentes vem provocando queimadas, incêndios florestais e colocando em risco a produção de grãos. Segundo o Ministério da Agricultura, cerca de 25% da safra já foi afetada. A máxima, de 44ºC, foi registrada há um mês, no dia 11 de julho. Em geral, ela deveria ficar em torno dos 30º. Além dos prejuízos ambientais, as temperaturas extremas também afetam a saúde da população. Segundo reportagem da Reuters, as mortes pelo calor têm deixado os necrotérios russos em colapso. "Costumamos ter entre 360 e 380 mortes por dia nesta época. Agora são 700. A mortalidade duplicou", disse à agência Andreï Seltsovski. o chefe do departamento de Saúde da prefeitura de Moscou.
No Brasil, embora não tenha sido registrado nenhum recorde de temperatura, o clima quente e seco tem prejudicado as regiões do Norte e Centro-Oeste. Desde o início da semana, o  Acre está em estado de alerta ambiental por causa das queimadas. Nesta quinta (12), os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registram 13.823 focos de incêndios em todo o país. A estiagem e a baixa umidade relativa do ar aumentam o risco de queimadas. Para climatologistas, catástrofes naturais são um alerta para os efeitos das mudanças climáticas e do aquecimento global.
Desde o começo do ano, pelo menos 17 países bateram recordes de temperatura, segundo levantamento do The Guardian. Em dez deles, os termômetros marcaram mais de 45ºC.
Confira os recordistas de temperatura em 2010:

Paquistão26 de Maio53,5ºC
Kuwait15 de Junho52,6ºC
Arábia Saudita22 de Junho52ºC
Iraque14 de Junho52ºC
Qatar14 de Julho50,4ºC
Sudão25 de Junho49.6ºC
Chad22 de Junho47,6ºC
Nigéria22 de Junho47,1ºC
Burma12 de Maio47ºC
Chipre1 de agosto46,6ºC
Rússia11 de Julho44ºC
Colômbia24 de janeiro42,3ºC
Ucrânia1 de agosto41,3ºC
Bielorrússia7 de agosto38,9ºC
Finlândia29 de Julho37,2ºC   
lhas Salomão1 de fevereiro36,1ºC
Vanessa Barbosa, em EXAME.com
em 13/08/2010
































domingo, 1 de agosto de 2010

20 CONSELHOS PARA DIMINUIR NOSSA DEPENDÊNCIA DO PETRÓLEO


Há alguns dias, a companhia petrolífera BP anunciou a contenção definitiva do derramamento que contaminou as águas do Golfo de México durante mais de 90 dias

Mas as boas notícias não duraram muito: esta semana, informes oficiais divulgaram que a empresa encontrou uma infiltração de metano perto do poço, o que poderia indicar novos problemas.

Enquanto a BP tenta definir a causa e a gravidade deste novo evento, e os Estados Unidos continuam enfrentando as consequências do pior derramamento de petróleo de sua história, ao redor do mundo aumentam as discussões sobre a dependência do petróleo: até quando podemos continuar as perfurações em locais tão inacessíveis? Qual é o limite?

A questão é muito complexa, mas podemos fazer a nossa parte ao observar e diminuir o consumo de petróleo em nossa própria vida.

Para continuar a ler "20 conselhos para diminuir nossa dependência do petróleo", click no link abaixo:


Fonte: Discovery Channel
Fonte imagem: brasilmelhor.net

segunda-feira, 26 de julho de 2010

IMPOSTÔMETRO

ômetroAté pouco tempo, a maioria da população acreditava que estava livre dos impostos, ou que pagava, no máximo, o Imposto de Renda, o IPVA ou a CPMF. Felizmente, pouco a pouco esta realidade começa a mudar.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) tem desenvolvido um conjunto de ações visando esclarecer a população brasileira de que todo cidadão, até mesmo aquele que atua na economia informal, paga impostos e é, portanto, um contribuinte e que ser informado, de maneira transparente, sobre o quanto paga de impostos é um direito previsto na Constituição.

São os impostos pagos pelo cidadão que mantêm os gastos do Estado e que custeiam os serviços públicos. O dinheiro arrecadado deveria gerar serviços públicos de qualidade em áreas como saúde, educação, transportes, segurança.

Pago, logo exijo!

Para acompanhar minuto a minuto o quanto pagamos de imposto no Brasil,  nos Estados e Municípios, acesse o link abaixo:

http://www.impostometro.com.br/
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