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domingo, 8 de fevereiro de 2015

FEIJOADA CARIOCA

Em comemoração ao retorno do nosso blog, vamos de feijoada!
Ela é carioca, ela é carioca...
todos adoramos e sua história é bem legal!


RIO - Parte da tradição culinária ibérica, a feijoada virou a receita brasileira por excelência. É o prato que nos dá identidade, aquele que apresentamos a todo estrangeiro de passagem. Mas a clássica combinação do feijão preto com carnes nasceu no Rio, e é mais consumida aqui. Tinha mesmo que terminar em samba, não é?
Os cozidos de carnes e legumes são milenares, com registros que remetem ao Império Romano. Receitas próximas a da feijoada têm sido cultivadas pelas tradições culinárias de Espanha, Portugal e França; quem nunca devorou um bom cassoulet que atire a primeira pedra. É a partir dessa influência europeia que nasce a nossa feijoada.
Seus primeiros registros — completa, com feijão preto gordo, arroz, couve e farofa — datam do século XIX, no Rio. O folclorista Câmara Cascudo afirma em “História da Alimentação” que ela foi criada para enriquecer a dieta colonial: o feijão magro (que no século XVI era consumido acompanhado de farinha e carne ou peixe seco) deu lugar ao prato preparado à maneira do cozido português, com carnes e legumes.
— De fato, o único prato realmente carioca é a feijoada. Podemos afirmar isso porque os registros mais antigos apontam para o Rio. E o feijão preto sempre foi mais consumido na cidade — afirma o sociólogo Carlos Alberto Dória, autor de “Formação culinária brasileira.” — Outras influências encontradas no Rio não são criações cariocas. O peixe com farinha dos caiçaras, por exemplo, é comum em todo o litoral brasileiro, com pequenas alterações — explica.
E por que o feijão preto é mais consumido no Rio do que no resto do Brasil?
— Nunca encontrei essa explicação nas minhas pesquisas — diz Rosa Moraes, diretora de hospitalidade e gastronomia da rede de universidades Laureate. — É o tipo de coisa que se percebe quando não se é carioca ou não se mora no Rio. No restante do Brasil, outros tipos de feijão são consumidos no dia a dia. Muitas vezes, o feijão preto só vai à mesa na forma de feijoada.
Criada no Rio no fim do período colonial, a feijoada foi alçada a sinônimo de brasilidade pelo Modernismo, que, nas primeiras décadas do século XX, buscou construir uma ideia de nação. Tornou-se, então, uma espécie de alegoria festiva de um Brasil miscigenado.

 

— A feijoada não nasceu na senzala, como diz o senso comum. Basta pensar que as carnes usadas no prato não eram consideradas “restos” pelos portugueses. Ao contrário, eles não as desprezavam. Mas o ideal modernista fez da feijoada um símbolo da mistura racial brasileira — explica a antropóloga Paula Pinto e Silva.
A analogia é explícita, simples até, mas pouco verdadeira: arroz (contribuição do colonizador branco), feijão com restos de carnes (consumido na senzala pelos escravos) e a farinha (de mandioca, parte da alimentação dos índios). Uma vez criado o mito culinário, difundi-lo não foi difícil. Capital do Brasil por 197 anos, o Rio sempre foi um importante disseminador cultural. Saindo de pequenos restaurantes e pensões cariocas em meados do século XIX, a feijoada rapidamente ganhou o imaginário — e a mesa — brasileiros.
Como a própria personalidade carioca, a feijoada se estabeleceu como um prato festivo e informal. Alguém imagina que ela pudesse ter sido criada em São Paulo?
— O Rio escolheu ser reconhecido como um lugar informal, descompromissado. Por isso, a cultura do chope e dos bolinhos fritos nos botequins. A feijoada está dentro dessa escolha. É uma comida sem cerimônia — reflete Paula Pinto e Silva.
E já que chegamos à bebida, com o que harmonizar uma boa feijoada? Tradicionalmente, o carioca escolhe entre a cerveja estupidamente gelada e o chope bem tirado. São bebidas descontraídas. Os turistas não hesitam: pedem a caipirinha, formando um manjar “made in Brazil”. Mas não se surpreenda, há sommeliers que indicam espumante para escoltá-la — uma bebida festiva para uma receita idem.
De copo na mão, basta seguir Vinicius (existe símbolo melhor do Rio?), no poema “Feijoada à minha moda”: “Que prazer mais um corpo pede/Após comido um tal feijão?/Evidentemente uma rede/E um gato para passar a mão.”

Fonte:O Globo

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Semana de Arte Moderna de 1922


Histórico
Inserida nas festividades em comemoração do centenário da independência do Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna apresenta-se como a primeira manifestação coletiva pública na história cultural brasileira a favor de um espírito novo e moderno em oposição à cultura e à arte de teor conservador, predominantes no país desde o século XIX. Entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 1922, realiza-se no Theatro Municipal de São Paulo um festival com uma exposição com cerca de 100 obras e três sessões lítero-musicais noturnas. Entre os pintores participam Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Ferrignac, John Graz, Vicente do Rego Monteiro, Zina Aita, Yan de Almeida Prado e Antônio Paim Vieira, com dois trabalhos feitos a quatro mãos, e o carioca Alberto Martins Ribeiro, cujo trabalho não se desenvolveu depois da Semana de 22. No campo da escultura, estão Victor Brecheret, Wilhelm Haarberg e Hildegardo Velloso. A arquitetura é representada por Antônio Garcia Moya e Georg Przyrembel. Entre os literatos e poetas, tomam parte Graça Aranha, Guilherme de Almeida, Mário de Andrade (1893 - 1945), Menotti del Picchia, Oswald de Andrade, Renato de Almeida, Ronald de Carvalho, Tácito de Almeida, além de Manuel Bandeira com a leitura do poema Os Sapos. A programação musical traz composições de Villa-Lobos e Debussy, interpretadas por Guiomar Novaes e Hernani Braga, entre outros.

A Semana de 22 não foi um fato isolado e sem origens. As discussões em torno da necessidade de renovação das artes surgem em meados da década de 1910 em textos de revistas e em exposições, como a de Anita Malfatti em 1917. Em 1921 já existe, por parte de intelectuais como Oswald de Andrade e Menotti Del Picchia, a intenção de transformar as comemorações do centenário em momento de emancipação artística. No entanto, é no salão do mecenas Paulo Prado, em fins desse ano, que a idéia de um festival com duração de uma semana, trazendo manifestações artísticas diversas, toma forma inspirado na Semaine de Fêtes de Deauville, cidade francesa. Nota-se que sem o empenho desse mecenas o projeto não sairia do papel. Paulo Prado, homem influente e de prestígio na sociedade paulistana, consegue que outros barões do café e nomes de peso patrocinem, mediante doações, o aluguel do teatro para a realização do evento. Também é fundamental seu papel na adesão de Graça Aranha à causa dos artistas "revolucionários". Recém-chegado da Europa como romancista aclamado, a presença de Aranha serve estrategicamente para legitimar a seriedade das reivindicações do jovem e ainda desconhecido grupo modernista.
Antropofagia - Tarsila do Amaral 

Sem programa estético definido, a Semana desempenha na história da arte brasileira muito mais uma etapa destrutiva de rejeição ao conservadorismo vigente na produção literária, musical e visual do que um acontecimento construtivo de propostas e criação de novas linguagens. Pois, se existe um elo de união entre seus tão diversos artífices, este é, segundo seus dois principais ideólogos, Mário e Oswald de Andrade, a negação de todo e qualquer "passadismo": a recusa à literatura e à arte importadas com os traços de uma civilização cada vez mais superada, no espaço e no tempo.  Em geral todos clamam em seus discursos por liberdade de expressão e pelo fim de regras na arte. Faz-se presente também certo ideário futurista, que exige a deposição dos temas tradicionalistas em nome da sociedade da eletricidade, da máquina e da velocidade. Na palestra proferida por Mário de Andrade na tarde do dia 15, posteriormente publicada como o ensaio A Escrava que Não É Isaura , 1925, ocorre uma das primeiras tentativas de formulação de idéias estéticas modernas no país. Nessa conferência, o autor antevê a importância de temperar o processo de importação da estética moderna com o nativismo, o movimento de voltar-se para as raízes da cultura popular brasileira. A dinâmica entre nacional e internacional torna-se a questão principal desses artistas nos anos subseqüentes.

Fonte texto: www.itaucultural.org.br

Assista abaixo vídeo da interpretação da poesia 'os sapos' de Manuel Bandeira com imagens de Tarsila do Amaral.
Fonte: YouTube


segunda-feira, 11 de julho de 2011

África Diversa - I encontro de cultura afro-brasileira

de 17 a 22 de julho de 2011
Centro Municipal de Artes
Calouste Gulbenkian/RJ

O Brasil recebeu e ainda recebe uma grande influência da África na formação de sua identidade. A riqueza e diversidade das manifestações culturais, grupos, artistas e pesquisadores que encontramos em nosso território e que dialogam com a cultura de alguns países do continente africano nos comprovam a veracidade desta afirmação.
O projeto "África Diversa: I Encontro de Cultura Afro-Brasileira" traz uma programação que inclui shows, apresentações, oficinas, mini-cursos, contações de histórias, mostra de cinema, livraria, lançamentos de livros, palestras e um seminário; no intuito de mostrar um panorama da diversidade cultural afro-brasileira e africana.
As atividades vão privilegiar em sua abordagem os seguintes temas: a formação de identidades da cultura afro-brasileira, sua diversidade cultural, a relação entre tradição e contemporaneidade, o diálogo África-Brasil e a importância da transmissão oral nestas sociedades.
O primeiro encontro será de 18 a 22 de julho de 2011 e será realizado no Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça Onze com artistas como Naná Vasconcelos (PE), François Moïse Bamba (Burkina Faso), Raíz de Polon (Cabo Verde). No dia 17 de julho, dia anterior à abertura oficial, dois cortejos bastante simbólicos - a Guarda de Moçambique de Nossa Senhora das Mercês e a Guarda de Congo de Nossa Senhora do Rosário da cidade de Oliveira, Minas Gerais - que cantam e dançam uma tradição iniciada antes de 1888, mas que hoje ainda se encontra viva e em constante movimento, farão cortejos pela cidade do Rio de Janeiro. Em Copacabana, estes grupos vão encontrar o mar, cantando e louvando as tradições de Nossa Senhora do Rosário, surgida das águas. Já na Praça XV, local da assinatura da lei que libertou os escravos, os tambores, gungas e patangomes - instrumentos utilizados pelos Congadeiros - vão mostrar a força da cultura negra.
Dentro da programação do "África Diversa", criamos um Seminário que inclui duas mesas, três mini-cursos e oito oficinas para a formação de 120 educadores, com a participação de nomes como Alberto da Costa e Silva, Nei Lopes, Emanoel Araújo. Esta ação vai colaborar na demanda da abordagem de questões ligadas à cultura afro-brasileira em sala de aula, trazendo novas questões, olhares e reflexões sobre essa temática no Brasil e na África, rememorando a nós, brasileiros, quem somos e os diversos caminhos, experiências e realidades que encontramos do lado de lá e de cá do Atlântico.
Daniele Ramalho
Curadoria
 
Mais informações: http://africadiversa.com.br

domingo, 28 de novembro de 2010

V Jornada Cultural da Baixada Fluminense

Movimento onde grupos artísticos da Baixada Fluminense apresentam seus trabalhos, e agentes culturais e gestores públicos debatem propostas e experiências. Em sua 5ª edição, realizada este ano no Sesc Duque de Caxias, a Jornada Cultural tem como objetivo dialogar a respeito do cenário atual da produção cultural na região, e com isso contribuir para que os grupos realizem uma auto-reflexão da sua produção e da posição que ocupam neste território cultural.

3/12 às 15h
Apresentação de grupos culturais da região

Literatura
Pó de Poesia (a confirmar)
Exposição de livros de autores da Baixada Fluminense

Exposições
Gabriela Boechat
Daruich Hilal
Eduardo Souza
Olhares da Baixada
Moçambique e Brasil: Um Olhar sobre o Outro

Música
15h às 15h30: Clube Solitário do Éden
15h45 às 16h15: Km 13
16h30 às 17h: Visão Periférica
Dança
17h15 às 17h45: Setor BF (a confirmar)
18h às 18h30: Afrodance
18h45 às 19h15: Cia Luar de Dança

Show
20h30 – Show B.Negão & Os Seletores de Frequência, apresentação de Léo Almeida.

A mistura explosiva de Hip-Hop, Raggae, Dub, Jazz, Samba, Soul, Funk Carioca e Rock promovida pelo rapper BNegão e Os Seletores de Frequência, vem causando bastante impacto no Brasil e no exterior, atraindo um número cada vez maior de ouvintes pelo planeta.
Desde que lançou seu primeiro cd "Enxugando Gelo" (Independente, 2003), o grupo já percorreu as principais capitais do país e da Europa, lotando shows em algumas das principais casas de espetáculo destes lugares. O show conta ainda com a apresentação de Léo Almeida.

Local: Estacionamento do Sesc Duque de Caxias.
Preço: Grátis. AS CORTESIAS DEVEM SER RETIRADAS ANTECIPADAMENTE NAS UNIDADES DO SESC DUQUE DE CAXIAS; SÃO JOÃO DE MERITI, E NOVA IGUAÇU ATÉ O DIA 2/12. SUJEITO A LOTAÇÃO
Classificação: 12 anos

4/12 - Mesa redonda

Temas:
Dinamismo Econômico e Cultural da Baixada Fluminense. 10h às 12h;
Contextualização histórica dos movimentos culturais da Baixada Fluminense. 14h às 16h.

Inscrições pelo tel: 3659-8377 / 3659-8412

Grátis. [livre] SESC Duque de Caxias

sábado, 18 de setembro de 2010

Memória das Artes

Cartola e João Nogueira, 1977
Em dezembro de 2009 a Funarte (Fundação Nacional de Artes) lançou o Portal das Artes, viabilizado pelo  projeto Brasil Memória das Artes, que objetiva melhorar a comunicação da Funarte com seu público, tornar a memória cultural brasileira acessível e prestar melhor serviço ao usuário-cidadão.
Esta nova área do Portal das Artes, totalmente dedicada aos acervos digitalizados da Funarte, é um justo espaço para o que invariavelmente dizemos que nos falta nacionalmente: a memória.
A área Brasil Memória das Artes surge já sabendo que só tende a crescer, à medida que mais e mais conteúdos forem digitalizados pela Funarte e disponibilizados ao público. E a ambição deste espaço não é apenas deixar acessível todo o acervo digitalizado, mas articulá-lo, contextualizá-lo, fazer o passado conversar com o presente, rastrear o que se produziu antes e trazer à tona com o olhar de agora, transformando esse diálogo num exercício constante que  fará a todos mais conscientes da própria memória cultural.
Espera-se dessa forma cumprir a missão de compartilhar a memória cultural brasileira preservada pela Funarte, tornando-a acessível a todo e qualquer cidadão que se interessar por aquilo que nos é caro e nos constitui como brasileiros.
Cartola e Cláudia Svaget, 1978
Fazem parte  do acervo arquivos como o Projeto Pixinguinha, o do diretor Augusto Boal, o do produtor Walter Pinto e o do fotógrafo Carlos Moskovics. O esforço de trazer o acervo para perto do público inclui destacar suas peças mais importantes e propor recortes específicos - como um sobre Nelson Rodrigues, cuja morte completa 30 anos em dezembro.
 
Para acessar os arquivos digitalizados consulte:  FUNARTE/Memória das Artes

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

GENTILEZA GERA GENTILEZA


A HISTÓRIA DO PROFETA GENTILEZA
Sua infância
Com mais nove irmãos, José Datrino teve uma infância de muito trabalho, onde lidava diretamente com a terra e com os animais. Para ajudar a família, puxava carroça vendendo lenha nas proximidades. Desde cedo aprendeu a amar, respeitar e agradecer à natureza pela sua infinita bondade. O campo ensinou a José Datrino a amansar burros para o transporte de carga. Tempos depois, como profeta Gentileza, se dizia “amansador dos burros homens da cidade que não tinham esclarecimento”. Desde sua infância José Datrino era possuidor de um comportamento atípico. Por volta dos doze anos de idade, passou a ter premonições sobre sua missão na terra, onde acreditava que um dia, depois de constituir família, filhos e bens, deixaria tudo em prol de sua missão. Este comportamento causou preocupação em seus pais, que chegaram a suspeitar que o filho sofria de algum tipo de loucura, chegando a buscar ajuda em curandeiros espíritas.
No Rio de Janeiro
Aos vinte anos foi para o estado do Rio de Janeiro, enquanto sua família mudava-se para Mirandópolis, também cidade do interior de São Paulo. No Rio de Janeiro, casou com Emi Câmara com quem teve cinco filhos. Começou sua vida de empresário com um pequeno empreendimento na área de transportes, onde fazia fretes para o sustento da família. Aos poucos, o negócio foi crescendo até se tornar uma transportadora de cargas sediada no centro da cidade.
Surge o Profeta Gentileza
No dia 17 de dezembro de 1961, na cidade de Niterói, quando tinha 44 anos, houve um grande incêndio no circo “Gran Circus Norte-Americano“, o que foi considerado uma das maiores tragédias circenses do mundo. Neste incêndio morreram mais de 500 pessoas, a maioria, crianças. Na antevéspera do natal, seis dias após o acontecimento, José acordou alucinado ouvindo “vozes astrais“, segundo suas próprias palavras, que o mandavam abandonar o mundo material e se dedicar apenas ao mundo espiritual. O Profeta pegou um de seus caminhões e foi para o local do incêndio. Plantou jardim e horta sobre as cinzas do circo em Niterói, local que um dia foi palco de tantas alegrias, mas também de muita tristeza. Aquela foi sua morada por quatro longos anos. Lá, José Datrino incutiu nas pessoas o real sentido das palavras “Agradecido” e “Gentileza”. Foi um consolador voluntário, que confortou os familiares das vítimas da tragédia com suas palavras de bondade. Daquele dia em diante, passou a se chamar “José Agradecido“, ou simplesmente “Profeta Gentileza”.
Após deixar o local que foi denominado “Paraíso Gentileza”, o profeta Gentileza começou a sua jornada como personagem andarilho. A partir de 1970 percorreu toda a cidade. Era visto em ruas, praças, nas barcas da travessia entre as cidades do Rio de Janeiro e Niterói, em trens e ônibus, fazendo sua pregação e levando palavras de amor, bondade e respeito pelo próximo e pela natureza a todos que cruzassem seu caminho. Aos que o chamavam de louco, ele respondia: – “Sou maluco para te amar e louco para te salvar“.

Os murais
A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a Gentileza e a aplicarem Gentileza em toda a Terra.
Citação: “Gentileza Gera Gentileza”.
Após sua morte
Em 29 de maio de 1996, aos 79 anos, faleceu na cidade de seus familiares, onde se encontra enterrado, no “Cemitério Saudades”.
Com o decorrer dos anos, os murais foram danificados por pichadores, sofreram vandalismo, e mais tarde cobertos com tinta de cor cinza. Com ajuda da prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, foi organizado o projeto Rio com Gentileza, que teve como objetivo restaurar os murais das pilastras. Começaram a ser recuperadas em janeiro de 1999. Em maio de 2000, a restauração das inscrições foi concluída e o patrimônio urbano carioca foi preservado.
No final do ano 2000 foi publicado pela EdUFF (Editora da Universidade Federal Fluminense) o livro Brasil: Tempo de Gentileza, do professor Leonardo Guelman. A obra introduz o leitor no “universo” do profeta Gentileza através de sua trajetória, da estilização de seus objetos, de sua caligrafia singular e de todos os 56 painéis criados por ele, além de trazer fatos relacionados ao projeto Rio com Gentileza e descrever as etapas do processo de restauração dos escritos. O livro é ricamente ilustrado com inúmeras fotografias, principalmente do profeta e de seus penduricalhos e painéis. Além de fotos do próprio profeta Gentileza trabalhando junto a algumas pilastras, existem imagens dos escritos antes, durante e após o processo de restauração.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A COR DA CULTURA

A Cor da Cultura é um projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, fruto de uma parceria entre o Canal Futura, a Petrobras, o Cidan – Centro de Informação e Documentação do Artista Negro, a TV Globo e a Seppir – Secretaria especial de políticas de promoção da igualdade racial. O projeto teve seu início em 2004 e, desde então, tem realizado produtos audiovisuais, ações culturais e coletivas que visam práticas positivas, valorizando a história deste segmento sob um ponto de vista afirmativo.

"É o Brasil se mostrando em todas as suas cores."
Acesse o link e conheça!

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